Quer ter um cérebro saudável para “sempre”?

Já ouviu falar no Projeto 80+? Sabe qual é a sua finalidade? Conhece o termo reserva cognitiva? Sabe o que podemos fazer para manter o nosso cérebro mais saudável?

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O Projeto 80+ é uma parceria do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo com outras unidades da USP – Faculdade de Saúde Pública (Programa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento) e Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein. Nesse projeto, os voluntários octogenários, saudáveis e ativos, doam material genético para análise – sangue – e passam por exames de ressonância magnética para avaliação neurológica. Também realizam  testes cognitivos.

O projeto pretende traçar o perfil genético e conhecer os fatores ambientais que permitem a essas pessoas tão talentosas manterem-se saudáveis e ativas por tanto tempo. Querem descobrir a fonte de tanto vigor.

Participaram do Projeto octogenários famosos como: o cirurgião Adib Jatene, a atriz Beatriz Segall, o economista Delfin Neto, a professora Cleonice Berardineli, a bailarina Ruth Rachou, o escritor Zuenir Ventura, entre outras celebridades.

Alguns aspectos nos chamam a atenção: eles sentem muito prazer no que fazem, ou seja, seu trabalho é fonte de alegria.

Mantém múltiplas atividades: praticam esportes, trabalham, realizam atividades culturais diversificadas – lêem muito, visitam museus, vão ao cinema e ao teatro, estabelecem boas relações com familiares e amigos, ou seja, vivem intensamente e são muito produtivos. A alegria de viver parece ser um denominador comum, mesmo quando enfrentam algumas limitações fisiológicas da idade.

Estar ativo intelectualmente e estimular nossas inteligências múltiplas favorecem o desenvolvimento de conexões entre os nossos neurônios, assim, caso surjam bloqueios nos seus percursos, por exemplo, em função de alguma doença. Há formação de rotas alternativas por onde passarão os impulsos nervosos, isto constitui num fator de proteção – que chamamos de reserva cognitiva. Resumindo: as atividades intelectuais favorecem o desenvolvimento de nossas reservas cognitivas.

Bem, estudos feitos pelo Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago, mostram que a leitura frequente e a escrita atuam como fatores de proteção em relação ao nosso sistema nervoso.

As atividades físicas são fundamentais para um cérebro saudável, pois previnem doenças como o acidente vascular cerebral (AVC), reduzem o risco de demência, enchem nosso cérebro de dopamina – neurotransmissor que nos dá sensação de bem estar, e de serotonina, associada à felicidade.

O exercício físico, também, favorece a neuroplasticidade, reforçando as sinapses entre os neurônios. Estimula a diferenciação de células – tronco que se transformam em neurônios funcionais, na região do hipocampo, ligado à memória. Quer ter boa memória? Vamos praticar esportes?

A leitura além de proteger nosso sistema nervoso, permite realizar viagens fantásticas no tempo e no especo, conhecer diferentes culturas e personalidades. Vamos viajar pelo mundo da leitura?

  • O Domínio Público disponibiliza, gratuitamente, obras de autores consagrados, teses, músicas eruditas e filmes.

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

  • Universidade de São Paulo disponibiliza 3000 livros grátis para download.

http://www.bbm.usp.br/

  • 6 sites para baixar livros gratuitamente e de forma legal

http://revistagalileu.globo.com/blogs/estante-galileu/noticia/2014/06/6-sites-para-baixar-livros-gratuitamente-e-de-forma-legal.html

 

Manter o cérebro ativo e com múltiplas atividades é um grande fator de proteção contra alterações neurológicas, por exemplo, mal de Alzheimer e demência senil. Que tal assistirmos dois excelentes filmes ligados à temática:

 

Diário de Uma Paixão

 

 Para Sempre Alice:

https://www.youtube.com/watch?v=mSiUSZ74rUE

 

Um abraço,

Okuma

 

 

Para saber mais:

 

Ler preserva a memória

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/ler-preserva-a-memoria/

 

Com 80 anos e energia para os 100

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/07/com-80-anos-e-benergia-para-os-100b.html

 

Projetos desenvolvidos pelo Centro de Pesquisas do Genoma Humano

http://genoma.ib.usp.br/pt-br

 

Mais ativos e inteligentes

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/mais_ativos_e_inteligentes.html

 

Projeto que estuda DNA de idosos vê relação entre educação e longevidade

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/08/1668803-projeto-que-estuda-dna-de-idosos-ve-relacao-entre-educacao-e-longevidade.shtml

 

Sistema nervoso

http://www.planetabio.com/integradores.html

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O PEP Sexual pode ajudar…; mas é melhor prevenir! Não sabe o que é PEP?

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Sabemos como ocorre a infecção do vírus HIV, também conhecemos sua forma de prevenção. Isso fica claro, pois segundo a “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade” (PCAP), ligada ao Ministério da Saúde, 96% da população sabe que as relações sexuais desprotegidas estão relacionadas à transmissão do HIV/Aids; e 97% das pessoas conhece a importância do uso de preservativos nas relações sexuais como forma de prevenção ao contágio do HIV.

Entretanto, parece existir uma grande distância entre conhecimento e prática, ou seja, sabe-se o que fazer, mas muitos se colocam em situações de risco. Com parceiros casuais, 65% dos homens informaram ter utilizado preservativos e 45,5% das mulheres. Ou seja, parcela significativa das pessoas – quase a metade – fez sexo desprotegido.

Entre os jovens de 15 a 24 anos, a situação é preocupante, pois a taxa de detecção do vírus HIV aumentou significativamente. Em 2004, foram notificados 3.453 casos, uma taxa de detecção de 9,6 por 100mil habitantes; em 2013, foram notificados 4414 casos, ou seja, uma taxa de detecção de 12,7 por 100mil pessoas. Os jovens não estão se protegendo, apesar do conhecimento sobre o assunto, campanhas para esse público são fundamentais.

Saiba mais sobre o assunto:

Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2014

http://www.aids.gov.br/publicacao/2014/boletim-epidemiologico-2014

30 anos de luta contra a Aids

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/dezembro/01/panorama-2013.pdf

A mídia brasileira enfocando os jovens como atores centrais na prevenção de DST/Aids e hepatites virais

http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Brasilia/pdf/Midia_brasileira_internet_final.pdf

AIDS:

http://www.planetabio.com/virus.html

Bem, nesse cenário temos: 39 mil pessoas infectadas pelo HIV por ano, são mais de cem casos por dia (107 infecções)!

Alguns casos poderiam ser evitados com a PEP, sabe o que é o PEP – profilaxia pós – exposição? Quando ela deve começar? Por quanto tempo precisa ser feita? Quais são os medicamentos utilizados?

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            Gostaríamos de deixar claro que o uso de preservativos é fundamental –e que a profilaxia pós-exposição – É UMA MEDIDA EMERGENCIAL, ou seja, não substitui a prevenção!

A profilaxia pós-exposição, a partir de julho de 2015, é unificada para profissionais de saúde expostos a acidentes de trabalho com sangue contaminado, vítimas de violência sexual e sexo consentido, desprotegido e em situação de risco. Nesse último caso, refere-se ao não uso do preservativo ou o rompimento do mesmo – o médico precisa avaliar os riscos. A PEP envolve o uso de medicação antirretroviral – que combate o HIV – para evitar a infecção viral.

A PEP precisa iniciar o quanto antes, recomenda-se começá-la duas horas após a exposição, o tempo limite é de até 72h após o contato. O tratamento ocorre por 28 dias sucessivos e sem interrupção. A pessoa receberá um coquetel antirretroviral composto por: lamivudina + atazanavir + tenofovir + ritonavir.

A rede de tratamento conta com 517 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 777 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM)

A PEP está disponível nos postos de Serviços de Assistência Especializada em HIV/Aids (SAE). O link abaixo permite visualizar o SAE mais próximo da localidade da pessoa que necessita do atendimento:

http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Brasilia/pdf/Midia_brasileira_internet_final.pdf

Saiba mais sobre a profilaxia pós-exposição:

O que é PEP?

http://www.giv.org.br/HIV-e-AIDS/PEP-Profilaxia-P%C3%B3s-Exposi%C3%A7%C3%A3o/index.html

Saúde lança protocolo para uso de medicamentos em situações de exposição de risco ao HIV

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18785-saude-lanca-protocolo-para-uso-de-medicamentos-em-situacoes-de-exposicao-de-risco-ao-hiv.

 

A conscientização é muito importante, o uso de preservativos é fundamental, pois evita a exposição ao HIV e a outras DSTs.

Campanhas educativas podem reduzir os casos de contaminação pelo vírus HIV, e, assim, deixar o PEP sexual apenas para situações de emergência.

Que tal assistirmos a um filme sobre situações dramáticas vividas por crianças? Numa das histórias, há o caso de transmissão vertical do vírus HIV da mãe para a criança. Você sabia que o tratamento da mãe soro positivo com antirretrovirais, durante a gestação e parto, reduz o risco de contaminação da criança de 25% para cerca de 2%?

Filme: Crianças Invisíveis

https://www.youtube.com/watch?v=IxmBRrbEhFA

O conhecimento é um forte aliado para a prevenção contra o HIV/Aids.

ABS

Okuma

Tem muita gente que confunde “bife a milanesa” com “bife ali na mesa”, quando o assunto é maconha

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 Ninguém aqui está defendendo “liberar” ou “não liberar” o consumo de maconha. Na nossa humilde opinião, as pessoas são livres para fazerem o que quiserem com seus cérebros e pulmões, desde que não afetem outras pessoas. O fato é que rola uma chuva de informações sobre o tema e nem sempre nos deparamos com informações científicas corretas sobre a maconha. Aliás, muitas pessoas que são contra a liberação da maconha utilizam argumentos infundados e preconceituosos, no entanto, isso é válido também para os defensores da liberação da maconha, pois “uma erva natural” pode SIM te fazer mal, contrariando a música da banda planet hemp.

  Maconha não vicia, certo? Errado!

      Segundo muitos pesquisadores, dentre eles o pediatra toxicologista Antony Wong, a maconha pode causar dependência se a pessoa, sobretudo o adolescente, fizer uso sistemático dessa droga. Certa vez Wong desafiou alguns usuários que apareceram em seu consultório para tratamento. O desafio era o seguinte: não fumar um baseado durante 90 dias e realizar exames de urina a cada 15 dias  (para detecção de canabinoides). Resultado: “nunca houve um que apresentasse resultado negativo”. Ainda segundo Wong. “É claro que, depois de certa idade, alguns trocam a maconha por outros interesses. Mas alguns, infelizmente, substituem-na por drogas mais pesadas.” Opa!Isso não significa, é claro, que o usuário de maconha fatalmente utilizará drogas mais pesadas.

Segundo o   psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Atenção a Dependentes Químicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), “algo entre 6 e 10% dos usuários que experimentam a erva pela primeira vez acabam ficando viciados.  Isso é menos que a metade do índice verificado no álcool e no tabaco. E menos que um décimo da taxa estimada para a heroína, que chega aos 90%”. Mas ainda, segundo Xavier, o poder de vício da maconha tem muito mais a ver com a personalidade do usuário do que com a maconha em si, principalmente se ele for depressivo ou ansioso.

maconha

Maconha não faz mal à saúde, certo? Errado!

        Segundo o professor de medicina da USP,  Valentim Gentil Filho, estatísticas internacionais mostram que pré-adolescentes que fumam maconha têm risco três vezes maior de desenvolver algum tipo de doença depressiva do sistema nervoso e cerca de trezentas vezes mais possibilidade de desenvolver (precipitar) quadros de esquizofrenia, caso já haja uma tendência. Opa! Mas não significa que todo mundo que fuma maconha ficará depressivo ou esquizofrênico.

      Todos sabem que os canabinoides da maconha diminuem o índice de atenção e quando a maconha é combinada com o álcool há um déficit de atenção aumentado em cerca de dez vezes. Imagine um cara “fumado” e “manguaçado” no trânsito!

     A fumaça da maconha é constituída por uma série de substâncias com potencial carcinogênico, isto é, capazes de causar câncer.  Vários estudos demonstraram que o fumante de maconha inala sua fumaça e a mantém por mais tempo profundamente nos pulmões, além da queima do cigarro na sua quase totalidade, quando comparado com cigarro de tabaco. Tanto isso é verdade que o fumo de maconha eleva em quatro a cinco vezes a concentração do tóxico monóxido de carbono no sangue do fumante. A princípio, o usuário de cigarro de maconha estaria exposto a uma maior probabilidade de desenvolver câncer nos pulmões e no trato respiratório. Porém  ainda não há dados estatísticos concretos que confirmam esse risco.

     Para terminar essa minha explanação sobre a maconha, gostaria de dizer que não tenho nenhuma objeção quanto ao uso recreativo da maconha e sou contra a criminalização de seu uso. Mas acho uma “várzea” quando escuto dizer que no ambiente universitário o consumo de maconha virou algo normal, banalizado e até uma questão de “elegância” e “modernidade”. Acho que em ambiente acadêmico, o estudante de engenharia, medicina, direito etc tem que “estudar” e “construir” um conhecimento. Ah, “mas a maconha abre mais portas para a criação, para a imaginação”. Jura? É mesmo? Você precisar estar drogado para criar? Puxa, os estudos científicos mostram dados rigorosamente contraditórios em relação a isso. O cigarro de maconha afeta a aprendizagem substancialmente.

 Para saber mais:

Leia: http://www.cartacapital.com.br/revista/807/a-maconha-e-o-pulmao-3865.html

Leia: http://super.abril.com.br/comportamento/maconha-nao-vicia

Escute: http://jovempan.uol.com.br/noticias/saude/a-verdade-sobre-as-drogas/maconha-e-muito-mais-perigosa-do-que-parece.html 

Veja: http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/dr-valentim-fala-sobre-os-efeitos-da-maconha-nos-jovens

BJS

Tonon

A Inteligência é Genética? Sim, em parte!

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   Talvez você já tenha tido aquela aula inaugural de genética, sabe? Aquela em que agente define palavrinhas básicas e corriqueiras do “genetiquês”, como por exemplo: alelos, homozigoto, heterozigoto, genótipo, fenótipo etc.

E estava eu em uma determinada sala de aula trabalhando pela primeira vez esses conceitos com meus alunos, mas batendo forte no conceito de fenótipo (conjunto de características morfofisiológicas); assim:

FENÓTIPO = ação do genótipo (genes) + influência do meio

Portanto, fica claro que nossas características (fenótipo) dependem não só de nosso material genético, mas também dos diversos fatores do meio (alimentação, clima, cultura etc).  Aí alguém perguntou: ” a inteligência pode ser considerada fenótipo?” E eu respondi: sim! Logo em seguida perguntaram: Então a inteligência é genética? E eu respondi: sim, em parte.

Nem sempre as pessoas aceitam a participação genética na formação da inteligência, pois muitos acreditam que ela se forma apenas no meio cultural-social, na convivência, durante a aprendizagem, na escola, no trabalho, no dia-a-dia etc. Claro que tudo isso é importante para a formação da inteligência humana, mas o DNA também! Pequisas mostram  que a participação genética na formação da inteligência é de cerca de 50%.

Mas antes de mais nada, vale a pena lembrar que o conceito de inteligência não é tão simples assim. Alguns diriam que a “inteligência é a capacidade de resolver problemas”, outros diriam ainda, como o pesquisador estadunidense Howard Gardner, que não existe uma única inteligência e sim “múltiplas inteligências” ou “múltiplas habilidades”, também chamadas de inteligência emocional. Assim, na concepção de Gardner, existem 8 (ou mais) tipos de inteligências ou habilidades: intrapessoal, interpessoal, musical, lógica-matemática, visual-artística, naturalista, corporal e linguística. Nesse caso, talvez o Einstein teria uma inteligência lógica-matemática excepcional, mas ele seria um desprezível jogador de futebol perto do Mané Garrincha (campeão mundial de 1962), cuja inteligência corporal fugia dos padrões normais. Vale ressaltar que, segundo alguns, Mané Garrincha era semianalfabeto e tinha desempenho lamentável em testes de QI. Mas quem você acha mais inteligente: Garrincha ou Einstein? Qual dos dois é gênio? Você se atreveria a comparar?

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  Mas, conceituação a parte, inteligência tem relação direta com o cérebro (com diversas áreas cerebrais) e  suas características: número de neurônios, tipos de neurônios, tamanho e quantidade das redes de sinapses nervosas (comunicação entre as terminações dendríticas e axônicas). Pois é, e segundo pesquisas científicas  toda essa estrutura cerebral depende da expressão de diversos genes. Segundo pesquisa publicada na revista Nature Genetics,  a mutação em apenas um desses genes, pode alterar a inteligência. Por exemplo, a mutação do gene HMGA2 (uma timina sendo substituída por uma citosina) provoca aumento do volume cerebral em cerca de 3 centímetros cúbicos, com consequente aumento na capacidade do chamado QI (coeficiente de inteligência).

Ah, pensa que eu só vou encher a bola do DNA? Não, o meio é muito importante também para a formação de nossas habilidades intelectuais. Muitos estudos indicam que rola uma “plasticidade” do cérebro. Isto é, o cérebro se “adequa” a uma necessidade do meio. Os tipos de neurônios, os tipos de sinapses e principalmente a quantidade de sinapses têm forte relação com a atividade que alguém exerce no seu meio. Se uma criança, por exemplo, for submetida a um ambiente favorável de aprendizagem, como leitura, desafios matemáticos, desafios através de jogos pedagógicos adequados, exercícios físicos dosados, arte, música etc haverá em seu cérebro a formação de um maior  número de sinapses nervosas e talvez de sua inteligência (ou habilidades).

Para saber um pouco mais, leia:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-afirmam-que-metade-da-inteligencia-vem-dos-pais/ 

http://www.cartacapital.com.br/saude/inteligencia-e-genetica

Bjs

TONON

Ah! Arte Barroca, história, música e……………………………cocô! Lindo, só que não!

A cidade histórica de Tiradentes, no estado de Minas Gerais, é belíssima. Suas casas coloniais, sua rica culinária, seu agito cultural. Possui a segunda Igreja mais rica em ouro utilizado na ornamentação, trata-se de Igreja Matriz de Santo Antônio, na qual ocorre a apresentação da organista Elisa Freixo, às sextas – feiras à noite; ela toca um órgão do século XVIII que apresenta 630 tubos – é uma riqueza sonora indescritível.

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Ruela da Cidade de Tiradentes e sua Arquitetura Histórica

            É um dos grandes cartões postais do Brasil, pena que sua população de cerca de 7551 pessoas (segundo o IBGE) convive com o lançamento direto de esgoto no córrego Santo Antônio. Imagem triste, de cheiro desagradável, que mancha o retrato dessa cidade para os turistas brasileiros e de outros países. Infelizmente, esta é uma realidade frequente nas cidades brasileiras.

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Córrego Santo Antônio

    Sabe quantos domicílios brasileiros não dispõem de saneamento adequado? Quanto esgoto não tem rede adequada para ser encaminhado para as estações de tratamento? Quantas cidades brasileiras não monitoram a qualidade de suas águas? Quantas cidades não têm planos de saneamento básico?

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O problema é que saneamento não dá voto e o povo nem sempre cobra das autoridades o seu papel

       Bem os dados são alarmantes! 30% das residências brasileiras não dispõem de saneamento adequado. Cerca de 62% do esgoto não encontra rede adequada para ser encaminhado às estações de tratamento de esgoto, ou seja, vão contaminar o ambiente. Aproximadamente metade das cidades Brasileiras não possui sistemas de monitoração da qualidade das águas ou planos de saneamento básico.

Parece que o nosso saneamento básico parou no tempo, assim, como nossas cidades históricas.

Para saber mais, sugerimos os artigos:

62% do esgoto do País ainda tem como destino a natureza:

http://www.cartacapital.com.br/dialogos-capitais/62-do-esgoto-do-pais-ainda-tem-como-destino-a-natureza-8833.html.

Brasil não trata a maior parte do esgoto urbano:

http://www.senado.gov.br/noticias/jornal/emdiscussao/escassez-de-agua/materia.html?materia=brasil-nao-trata-a-maior-parte-do-esgoto-urbano.html

Outro ponto para refletirmos: temos os dois rios que figuram entre os dez mais poluídos do mundo! São: o Rio Tietê, que atravessa a cidade de São Paulo, e o Rio Iguaçu – localizado na cidade de Curitiba.

Assista ao documentário: Entre Rios para entender melhor a situação do Rio Tietê.

https://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc

Esta realidade precisa mudar, a falta de tratamento de esgoto está associada à veiculação de uma série de doenças como: cólera, amebíase, giardíase, hepatite A, gastroenterites. Além de provocar a eutrofização que afeta, totalmente, a biodiversidade das águas.

Saiba mais sobre a eutrofização:

http://www.planetabio.com/poluicao.html

A conscientização sobre essa realidade é fundamental para possamos mudar este quadro e mostrar que a cultura de um povo, também, se faz pelo respeito ao meio ambiente.

 

ABS

 

Okuma

Quando menos é mais! Regra dos 5Rs.

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Vamos refletir? Temos em casa muitos produtos que quase não utilizamos, ou ainda pior, coisas que nunca usamos: são livros, revistas, cds, tênis, blusas, perfumes etc.  Vamos admitir, compramos por impulso! Talvez, se pensássemos um pouco mais não teríamos comprado, pois não precisamos de tantas coisas.

Em outras situações, fomos levados pela Obsolescência Programada.  Já ouviu falar neste termo? Bem, esse conceito é recente e está associado a menor durabilidade dos produtos, ou cria-se sensação de que o produto está ultrapassado e somos impelidos a ter algo novo. Chegamos a ter vergonha de possuir um produto antigo – apesar de plenamente funcional – não é assim com os celulares?

Costuma-se dividir a Obsolescência Programada em: Obsolescência Percebida: sentimos que temos algo velho e não-funcional – “fora de moda”. E a Obsolescência Funcional: ocorre quando o produto é projetado para ter menor tempo de vida útil – “são os objetos semidescartáveis e descartáveis”.

Para saber mais sobre a Obsolescência Programada, sugerimos a leitura do artigo:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/obsolescencia-programada-os-produtos-sao-feitos-para-durar-pouco-778525.shtml.

Vale a pena assistir também aos Documentários: The Light Bulb Conspiracy – (legendado em português)

https://www.youtube.com/watch?v=47MtorEITLA.

A História das Coisas:

https://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw

A produção dessas coisas que ficam “num canto qualquer” de nossas casas – paradas e acumulando poeira-, envolvem extração de matérias-primas, gasto de energia, mão de obra, ou seja, geram impactos ambientais.

Precisamos mudar nossa forma de consumir. A Regra dos 5 Rs, certamente, será uma forte aliada:

  • Repensar: estamos, de fato, precisando deste produto? Ele é útil? Não posso ficar com o modelo que tenho? O novo modelo gasta pouca energia? Foi fabricado de forma sustentável? Quando refletimos sobre esses pontos, temos maiores chances de realizarmos escolhas mais assertivas.
  • Recusar: não precisamos trocar constantemente de celular, computadores, carros – vamos ficar atentos às armadilhas da Obsolescência Programada. Podemos e devemos recusar produtos que gastam muita energia e são pouco duráveis.
  • Reduzir: quando reduzimos nosso consumo, há também economia de matéria e energia. Consumir menos materiais, água e energia é fundamental. Já ouvir falar no termo BYO – Brought Your Own (traga a sua própria) refere-se a simples atitude de fazer “uso da própria caneca” que economiza vários copos descartáveis. Vamos aderir ao “BYO”?
  • Reutilizar: podemos reutilizar potes e garrafas, dar prioridade a produtos retornáveis, utilizar os dois lados do papel, fazer bloquinhos de rascunho, produzir brinquedos e artesanato com matérias recicláveis.
  • Reciclar: precisamos separar o lixo para ser reciclado, guardar o óleo para ser entregue nos postos de coleta; dar destino às pilhas, lâmpadas fluorescentes e equipamentos eletrônicos, para que esses materiais não poluam o ambiente.

Sejamos consumidores conscientes!

 ABS

Okuma

Fômites, “eca”! Ops! Você não sabe o que é isso?

Quantas vezes tocamos nosso rosto ao longo do dia (boca, olhos e nariz)? Já viu pessoas se alimentando e mexendo nos celulares? Sabe por que precisamos dar a descarga com a tampa fechada? Por que necessitamos, periodicamente, higienizar as escovas de dente? Bem, todas essas questões estão relacionadas aos fômites que são objetos, estruturas ou substâncias capazes de absorver, reter e dispersar microrganismos, larvas e ovos de parasitas de uma pessoa a outra.

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Como tocamos nosso rosto de duas a três vezes por minuto. Ao longo de um dia são aproximadamente três mil toques, ou seja, situações nas quais fômites podem ser transportados à boca, ao nariz e aos olhos, e, assim, os microrganismos e parasitas tem acesso ao nosso organismo, podendo desencadear doenças graves, por exemplo, cólera, gastroenterites, diarréias, gripes. Veja o quanto de caca é espalhada por um simples espirro http://www.youtube.com/watch?v=z4uhZo54ls0
As pessoas não deixam os sapatos em cima da mesa durante as refeições, certo? Além da falta de educação, é uma tremenda falta de higiene, mas não é raro vermos pessoas com os seus celulares à mesa! Imagina se soubessem que os celulares têm duas vezes mais bactérias que a sola de um sapato. Pois é, não é nada saudável mexer nos celulares durante a refeição. Por isso, eles precisam ser limpos, frequentemente, com álcool isopropílico, isso vale também para tablets e i-pads. Saiba mais sobre a contaminação dos celulares na reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=Pj2NP5ZAzzI.
Já dar a descarga com a tampa a aberta cria uma dispersão de material fecal que pode ficar em suspensão no ar até por duas horas contaminando os objetos encontrados no banheiro. Aliás, e, por isso, também que não se recomenda deixar as escovas de dente próximas às pias do banheiro que, em geral, ficam ao lado do vaso sanitário. Vamos guardar nossas escovas de dente em um local seguro?
Outra medida importante é higienizar, ao menos uma vez por semana, as escovas de dente.  Como podemos fazer isso? Basta mergulhar a escova de dente em antisséptico bucal por cerca de dez minutos, ou em água fervente pelo mesmo intervalo de tempo. Finalmente, precisamos lavar constantemente as mãos para impedir que os fômites nos contaminem, outra saída e ter sempre em mãos pequenos frascos de álcool gel. Que tal reforçarmos nossas idéias sobre o assunto assistindo ao documentário Contágio, trata-se de uma verdadeira Aula de Microbiologia e de Epidemiologia!

 

ABS

 

OKUMA