Quer ter um cérebro saudável para “sempre”?

Já ouviu falar no Projeto 80+? Sabe qual é a sua finalidade? Conhece o termo reserva cognitiva? Sabe o que podemos fazer para manter o nosso cérebro mais saudável?

einstein

O Projeto 80+ é uma parceria do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo com outras unidades da USP – Faculdade de Saúde Pública (Programa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento) e Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein. Nesse projeto, os voluntários octogenários, saudáveis e ativos, doam material genético para análise – sangue – e passam por exames de ressonância magnética para avaliação neurológica. Também realizam  testes cognitivos.

O projeto pretende traçar o perfil genético e conhecer os fatores ambientais que permitem a essas pessoas tão talentosas manterem-se saudáveis e ativas por tanto tempo. Querem descobrir a fonte de tanto vigor.

Participaram do Projeto octogenários famosos como: o cirurgião Adib Jatene, a atriz Beatriz Segall, o economista Delfin Neto, a professora Cleonice Berardineli, a bailarina Ruth Rachou, o escritor Zuenir Ventura, entre outras celebridades.

Alguns aspectos nos chamam a atenção: eles sentem muito prazer no que fazem, ou seja, seu trabalho é fonte de alegria.

Mantém múltiplas atividades: praticam esportes, trabalham, realizam atividades culturais diversificadas – lêem muito, visitam museus, vão ao cinema e ao teatro, estabelecem boas relações com familiares e amigos, ou seja, vivem intensamente e são muito produtivos. A alegria de viver parece ser um denominador comum, mesmo quando enfrentam algumas limitações fisiológicas da idade.

Estar ativo intelectualmente e estimular nossas inteligências múltiplas favorecem o desenvolvimento de conexões entre os nossos neurônios, assim, caso surjam bloqueios nos seus percursos, por exemplo, em função de alguma doença. Há formação de rotas alternativas por onde passarão os impulsos nervosos, isto constitui num fator de proteção – que chamamos de reserva cognitiva. Resumindo: as atividades intelectuais favorecem o desenvolvimento de nossas reservas cognitivas.

Bem, estudos feitos pelo Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago, mostram que a leitura frequente e a escrita atuam como fatores de proteção em relação ao nosso sistema nervoso.

As atividades físicas são fundamentais para um cérebro saudável, pois previnem doenças como o acidente vascular cerebral (AVC), reduzem o risco de demência, enchem nosso cérebro de dopamina – neurotransmissor que nos dá sensação de bem estar, e de serotonina, associada à felicidade.

O exercício físico, também, favorece a neuroplasticidade, reforçando as sinapses entre os neurônios. Estimula a diferenciação de células – tronco que se transformam em neurônios funcionais, na região do hipocampo, ligado à memória. Quer ter boa memória? Vamos praticar esportes?

A leitura além de proteger nosso sistema nervoso, permite realizar viagens fantásticas no tempo e no especo, conhecer diferentes culturas e personalidades. Vamos viajar pelo mundo da leitura?

  • O Domínio Público disponibiliza, gratuitamente, obras de autores consagrados, teses, músicas eruditas e filmes.

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

  • Universidade de São Paulo disponibiliza 3000 livros grátis para download.

http://www.bbm.usp.br/

  • 6 sites para baixar livros gratuitamente e de forma legal

http://revistagalileu.globo.com/blogs/estante-galileu/noticia/2014/06/6-sites-para-baixar-livros-gratuitamente-e-de-forma-legal.html

 

Manter o cérebro ativo e com múltiplas atividades é um grande fator de proteção contra alterações neurológicas, por exemplo, mal de Alzheimer e demência senil. Que tal assistirmos dois excelentes filmes ligados à temática:

 

Diário de Uma Paixão

 

 Para Sempre Alice:

https://www.youtube.com/watch?v=mSiUSZ74rUE

 

Um abraço,

Okuma

 

 

Para saber mais:

 

Ler preserva a memória

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/ler-preserva-a-memoria/

 

Com 80 anos e energia para os 100

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/07/com-80-anos-e-benergia-para-os-100b.html

 

Projetos desenvolvidos pelo Centro de Pesquisas do Genoma Humano

http://genoma.ib.usp.br/pt-br

 

Mais ativos e inteligentes

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/mais_ativos_e_inteligentes.html

 

Projeto que estuda DNA de idosos vê relação entre educação e longevidade

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/08/1668803-projeto-que-estuda-dna-de-idosos-ve-relacao-entre-educacao-e-longevidade.shtml

 

Sistema nervoso

http://www.planetabio.com/integradores.html

O PEP Sexual pode ajudar…; mas é melhor prevenir! Não sabe o que é PEP?

   pep2

Sabemos como ocorre a infecção do vírus HIV, também conhecemos sua forma de prevenção. Isso fica claro, pois segundo a “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade” (PCAP), ligada ao Ministério da Saúde, 96% da população sabe que as relações sexuais desprotegidas estão relacionadas à transmissão do HIV/Aids; e 97% das pessoas conhece a importância do uso de preservativos nas relações sexuais como forma de prevenção ao contágio do HIV.

Entretanto, parece existir uma grande distância entre conhecimento e prática, ou seja, sabe-se o que fazer, mas muitos se colocam em situações de risco. Com parceiros casuais, 65% dos homens informaram ter utilizado preservativos e 45,5% das mulheres. Ou seja, parcela significativa das pessoas – quase a metade – fez sexo desprotegido.

Entre os jovens de 15 a 24 anos, a situação é preocupante, pois a taxa de detecção do vírus HIV aumentou significativamente. Em 2004, foram notificados 3.453 casos, uma taxa de detecção de 9,6 por 100mil habitantes; em 2013, foram notificados 4414 casos, ou seja, uma taxa de detecção de 12,7 por 100mil pessoas. Os jovens não estão se protegendo, apesar do conhecimento sobre o assunto, campanhas para esse público são fundamentais.

Saiba mais sobre o assunto:

Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2014

http://www.aids.gov.br/publicacao/2014/boletim-epidemiologico-2014

30 anos de luta contra a Aids

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/dezembro/01/panorama-2013.pdf

A mídia brasileira enfocando os jovens como atores centrais na prevenção de DST/Aids e hepatites virais

http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Brasilia/pdf/Midia_brasileira_internet_final.pdf

AIDS:

http://www.planetabio.com/virus.html

Bem, nesse cenário temos: 39 mil pessoas infectadas pelo HIV por ano, são mais de cem casos por dia (107 infecções)!

Alguns casos poderiam ser evitados com a PEP, sabe o que é o PEP – profilaxia pós – exposição? Quando ela deve começar? Por quanto tempo precisa ser feita? Quais são os medicamentos utilizados?

pep

            Gostaríamos de deixar claro que o uso de preservativos é fundamental –e que a profilaxia pós-exposição – É UMA MEDIDA EMERGENCIAL, ou seja, não substitui a prevenção!

A profilaxia pós-exposição, a partir de julho de 2015, é unificada para profissionais de saúde expostos a acidentes de trabalho com sangue contaminado, vítimas de violência sexual e sexo consentido, desprotegido e em situação de risco. Nesse último caso, refere-se ao não uso do preservativo ou o rompimento do mesmo – o médico precisa avaliar os riscos. A PEP envolve o uso de medicação antirretroviral – que combate o HIV – para evitar a infecção viral.

A PEP precisa iniciar o quanto antes, recomenda-se começá-la duas horas após a exposição, o tempo limite é de até 72h após o contato. O tratamento ocorre por 28 dias sucessivos e sem interrupção. A pessoa receberá um coquetel antirretroviral composto por: lamivudina + atazanavir + tenofovir + ritonavir.

A rede de tratamento conta com 517 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 777 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM)

A PEP está disponível nos postos de Serviços de Assistência Especializada em HIV/Aids (SAE). O link abaixo permite visualizar o SAE mais próximo da localidade da pessoa que necessita do atendimento:

http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Brasilia/pdf/Midia_brasileira_internet_final.pdf

Saiba mais sobre a profilaxia pós-exposição:

O que é PEP?

http://www.giv.org.br/HIV-e-AIDS/PEP-Profilaxia-P%C3%B3s-Exposi%C3%A7%C3%A3o/index.html

Saúde lança protocolo para uso de medicamentos em situações de exposição de risco ao HIV

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18785-saude-lanca-protocolo-para-uso-de-medicamentos-em-situacoes-de-exposicao-de-risco-ao-hiv.

 

A conscientização é muito importante, o uso de preservativos é fundamental, pois evita a exposição ao HIV e a outras DSTs.

Campanhas educativas podem reduzir os casos de contaminação pelo vírus HIV, e, assim, deixar o PEP sexual apenas para situações de emergência.

Que tal assistirmos a um filme sobre situações dramáticas vividas por crianças? Numa das histórias, há o caso de transmissão vertical do vírus HIV da mãe para a criança. Você sabia que o tratamento da mãe soro positivo com antirretrovirais, durante a gestação e parto, reduz o risco de contaminação da criança de 25% para cerca de 2%?

Filme: Crianças Invisíveis

https://www.youtube.com/watch?v=IxmBRrbEhFA

O conhecimento é um forte aliado para a prevenção contra o HIV/Aids.

ABS

Okuma

Tem muita gente que confunde “bife a milanesa” com “bife ali na mesa”, quando o assunto é maconha

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 Ninguém aqui está defendendo “liberar” ou “não liberar” o consumo de maconha. Na nossa humilde opinião, as pessoas são livres para fazerem o que quiserem com seus cérebros e pulmões, desde que não afetem outras pessoas. O fato é que rola uma chuva de informações sobre o tema e nem sempre nos deparamos com informações científicas corretas sobre a maconha. Aliás, muitas pessoas que são contra a liberação da maconha utilizam argumentos infundados e preconceituosos, no entanto, isso é válido também para os defensores da liberação da maconha, pois “uma erva natural” pode SIM te fazer mal, contrariando a música da banda planet hemp.

  Maconha não vicia, certo? Errado!

      Segundo muitos pesquisadores, dentre eles o pediatra toxicologista Antony Wong, a maconha pode causar dependência se a pessoa, sobretudo o adolescente, fizer uso sistemático dessa droga. Certa vez Wong desafiou alguns usuários que apareceram em seu consultório para tratamento. O desafio era o seguinte: não fumar um baseado durante 90 dias e realizar exames de urina a cada 15 dias  (para detecção de canabinoides). Resultado: “nunca houve um que apresentasse resultado negativo”. Ainda segundo Wong. “É claro que, depois de certa idade, alguns trocam a maconha por outros interesses. Mas alguns, infelizmente, substituem-na por drogas mais pesadas.” Opa!Isso não significa, é claro, que o usuário de maconha fatalmente utilizará drogas mais pesadas.

Segundo o   psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Atenção a Dependentes Químicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), “algo entre 6 e 10% dos usuários que experimentam a erva pela primeira vez acabam ficando viciados.  Isso é menos que a metade do índice verificado no álcool e no tabaco. E menos que um décimo da taxa estimada para a heroína, que chega aos 90%”. Mas ainda, segundo Xavier, o poder de vício da maconha tem muito mais a ver com a personalidade do usuário do que com a maconha em si, principalmente se ele for depressivo ou ansioso.

maconha

Maconha não faz mal à saúde, certo? Errado!

        Segundo o professor de medicina da USP,  Valentim Gentil Filho, estatísticas internacionais mostram que pré-adolescentes que fumam maconha têm risco três vezes maior de desenvolver algum tipo de doença depressiva do sistema nervoso e cerca de trezentas vezes mais possibilidade de desenvolver (precipitar) quadros de esquizofrenia, caso já haja uma tendência. Opa! Mas não significa que todo mundo que fuma maconha ficará depressivo ou esquizofrênico.

      Todos sabem que os canabinoides da maconha diminuem o índice de atenção e quando a maconha é combinada com o álcool há um déficit de atenção aumentado em cerca de dez vezes. Imagine um cara “fumado” e “manguaçado” no trânsito!

     A fumaça da maconha é constituída por uma série de substâncias com potencial carcinogênico, isto é, capazes de causar câncer.  Vários estudos demonstraram que o fumante de maconha inala sua fumaça e a mantém por mais tempo profundamente nos pulmões, além da queima do cigarro na sua quase totalidade, quando comparado com cigarro de tabaco. Tanto isso é verdade que o fumo de maconha eleva em quatro a cinco vezes a concentração do tóxico monóxido de carbono no sangue do fumante. A princípio, o usuário de cigarro de maconha estaria exposto a uma maior probabilidade de desenvolver câncer nos pulmões e no trato respiratório. Porém  ainda não há dados estatísticos concretos que confirmam esse risco.

     Para terminar essa minha explanação sobre a maconha, gostaria de dizer que não tenho nenhuma objeção quanto ao uso recreativo da maconha e sou contra a criminalização de seu uso. Mas acho uma “várzea” quando escuto dizer que no ambiente universitário o consumo de maconha virou algo normal, banalizado e até uma questão de “elegância” e “modernidade”. Acho que em ambiente acadêmico, o estudante de engenharia, medicina, direito etc tem que “estudar” e “construir” um conhecimento. Ah, “mas a maconha abre mais portas para a criação, para a imaginação”. Jura? É mesmo? Você precisar estar drogado para criar? Puxa, os estudos científicos mostram dados rigorosamente contraditórios em relação a isso. O cigarro de maconha afeta a aprendizagem substancialmente.

 Para saber mais:

Leia: http://www.cartacapital.com.br/revista/807/a-maconha-e-o-pulmao-3865.html

Leia: http://super.abril.com.br/comportamento/maconha-nao-vicia

Escute: http://jovempan.uol.com.br/noticias/saude/a-verdade-sobre-as-drogas/maconha-e-muito-mais-perigosa-do-que-parece.html 

Veja: http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/dr-valentim-fala-sobre-os-efeitos-da-maconha-nos-jovens

BJS

Tonon