A Inteligência é Genética? Sim, em parte!

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   Talvez você já tenha tido aquela aula inaugural de genética, sabe? Aquela em que agente define palavrinhas básicas e corriqueiras do “genetiquês”, como por exemplo: alelos, homozigoto, heterozigoto, genótipo, fenótipo etc.

E estava eu em uma determinada sala de aula trabalhando pela primeira vez esses conceitos com meus alunos, mas batendo forte no conceito de fenótipo (conjunto de características morfofisiológicas); assim:

FENÓTIPO = ação do genótipo (genes) + influência do meio

Portanto, fica claro que nossas características (fenótipo) dependem não só de nosso material genético, mas também dos diversos fatores do meio (alimentação, clima, cultura etc).  Aí alguém perguntou: ” a inteligência pode ser considerada fenótipo?” E eu respondi: sim! Logo em seguida perguntaram: Então a inteligência é genética? E eu respondi: sim, em parte.

Nem sempre as pessoas aceitam a participação genética na formação da inteligência, pois muitos acreditam que ela se forma apenas no meio cultural-social, na convivência, durante a aprendizagem, na escola, no trabalho, no dia-a-dia etc. Claro que tudo isso é importante para a formação da inteligência humana, mas o DNA também! Pequisas mostram  que a participação genética na formação da inteligência é de cerca de 50%.

Mas antes de mais nada, vale a pena lembrar que o conceito de inteligência não é tão simples assim. Alguns diriam que a “inteligência é a capacidade de resolver problemas”, outros diriam ainda, como o pesquisador estadunidense Howard Gardner, que não existe uma única inteligência e sim “múltiplas inteligências” ou “múltiplas habilidades”, também chamadas de inteligência emocional. Assim, na concepção de Gardner, existem 8 (ou mais) tipos de inteligências ou habilidades: intrapessoal, interpessoal, musical, lógica-matemática, visual-artística, naturalista, corporal e linguística. Nesse caso, talvez o Einstein teria uma inteligência lógica-matemática excepcional, mas ele seria um desprezível jogador de futebol perto do Mané Garrincha (campeão mundial de 1962), cuja inteligência corporal fugia dos padrões normais. Vale ressaltar que, segundo alguns, Mané Garrincha era semianalfabeto e tinha desempenho lamentável em testes de QI. Mas quem você acha mais inteligente: Garrincha ou Einstein? Qual dos dois é gênio? Você se atreveria a comparar?

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  Mas, conceituação a parte, inteligência tem relação direta com o cérebro (com diversas áreas cerebrais) e  suas características: número de neurônios, tipos de neurônios, tamanho e quantidade das redes de sinapses nervosas (comunicação entre as terminações dendríticas e axônicas). Pois é, e segundo pesquisas científicas  toda essa estrutura cerebral depende da expressão de diversos genes. Segundo pesquisa publicada na revista Nature Genetics,  a mutação em apenas um desses genes, pode alterar a inteligência. Por exemplo, a mutação do gene HMGA2 (uma timina sendo substituída por uma citosina) provoca aumento do volume cerebral em cerca de 3 centímetros cúbicos, com consequente aumento na capacidade do chamado QI (coeficiente de inteligência).

Ah, pensa que eu só vou encher a bola do DNA? Não, o meio é muito importante também para a formação de nossas habilidades intelectuais. Muitos estudos indicam que rola uma “plasticidade” do cérebro. Isto é, o cérebro se “adequa” a uma necessidade do meio. Os tipos de neurônios, os tipos de sinapses e principalmente a quantidade de sinapses têm forte relação com a atividade que alguém exerce no seu meio. Se uma criança, por exemplo, for submetida a um ambiente favorável de aprendizagem, como leitura, desafios matemáticos, desafios através de jogos pedagógicos adequados, exercícios físicos dosados, arte, música etc haverá em seu cérebro a formação de um maior  número de sinapses nervosas e talvez de sua inteligência (ou habilidades).

Para saber um pouco mais, leia:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-afirmam-que-metade-da-inteligencia-vem-dos-pais/ 

http://www.cartacapital.com.br/saude/inteligencia-e-genetica

Bjs

TONON

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